Era apenas mais um dia normal, uma manhã banal sem sinal de importância.
Abriu a janela e viu nos vidros foscos o mesmo vazio que encarara todos os dias. Sim haviam amigos, haviam coisas boas, mas não, não havia algo que ela agarrasse com força e sentisse que era único. Não tinha aquilo que em tempos tivera, pois é isso mesmo, tinha partido, a sua paixão de adolescência tinha a abandonado sem qualquer explicação e ela, ela permanecera destroçada pois nunca seria possível esquecer o grande amor da sua vida. O homem que a marcara para sempre estava presente no seu corpo, no seu pensamento e sobretudo no seu coração , permanentemente.
Largando a cama fria, vestindo a roupa que estava em cima da cadeira sem demora e saindo mais uma vez á pressa, ela ia esquecendo a chaves na porta mais uma vez, porque ninguém estaria lá para lembrar-lhe de algo que ela própria não tivesse a noção.
Desceu a escadaria e correu para o metro, sentou e leu a revista deixada no banco. Revirando páginas e mais páginas de histórias lindas de amor, de telenovelas brilhantes e cor-de-rosas e perguntando-se mais uma vez onde estaria a sua história de amor que em tempos foi verdadeira.
Saiu na estação habitual, e seguiu para o emprego. Havia trabalho a fazer, afinal era só mais um dia igual a tantos outros, em que o vazio habitual também, permanecia com ela.
No largo estava o poeta mendigo que pendurado na fonte, lhe dizia mais uma vez, um bom dia resguardado com um olhar amargurado de quem sente saudade de uma vida que já teve.
Ela vagueando nas suas memórias, atravessava a estrada e de repente eram só buzinas. Rapidamente tudo fica branco … e quando abre olhos depara-se com a parede do seu quarto. Assustada, atarantada e um pouco confusa, corre para o chuveiro refrescando as ideias. Agarra na toalha, veste uma t-shirt e regressa para a cama, que afinal permanecia quente com o homem da sua vida do seu lado. Percebe então que nada passou de um devaneio, de um sonho .
Ela agarrou-o com todas as forças que tinha, sentiu que ele estava ali e que era dela, desejando que aquele momento, que ali era certo, durasse para sempre. Sim, o amor que já durara de há muito continuava ali e era para durar e ela não podia estar mais feliz, percebendo que nenhum dia em que o ali tivesse seria banal, mas sim único, porque qualquer coisa que ele fazia era suficiente para tornar aquele dia, em mais um dos melhores dias da sua vida. Dias esses que vêm desde o primeiro momento em que o viu, que vêm de há muitos anos a trás, quando tudo era novo e quando eram as primeiras emoções, os primeiros sentimentos verdadeiros, as primeiras sensações.
Abriu a janela e viu nos vidros foscos o mesmo vazio que encarara todos os dias. Sim haviam amigos, haviam coisas boas, mas não, não havia algo que ela agarrasse com força e sentisse que era único. Não tinha aquilo que em tempos tivera, pois é isso mesmo, tinha partido, a sua paixão de adolescência tinha a abandonado sem qualquer explicação e ela, ela permanecera destroçada pois nunca seria possível esquecer o grande amor da sua vida. O homem que a marcara para sempre estava presente no seu corpo, no seu pensamento e sobretudo no seu coração , permanentemente.
Largando a cama fria, vestindo a roupa que estava em cima da cadeira sem demora e saindo mais uma vez á pressa, ela ia esquecendo a chaves na porta mais uma vez, porque ninguém estaria lá para lembrar-lhe de algo que ela própria não tivesse a noção.
Desceu a escadaria e correu para o metro, sentou e leu a revista deixada no banco. Revirando páginas e mais páginas de histórias lindas de amor, de telenovelas brilhantes e cor-de-rosas e perguntando-se mais uma vez onde estaria a sua história de amor que em tempos foi verdadeira.
Saiu na estação habitual, e seguiu para o emprego. Havia trabalho a fazer, afinal era só mais um dia igual a tantos outros, em que o vazio habitual também, permanecia com ela.
No largo estava o poeta mendigo que pendurado na fonte, lhe dizia mais uma vez, um bom dia resguardado com um olhar amargurado de quem sente saudade de uma vida que já teve.
Ela vagueando nas suas memórias, atravessava a estrada e de repente eram só buzinas. Rapidamente tudo fica branco … e quando abre olhos depara-se com a parede do seu quarto. Assustada, atarantada e um pouco confusa, corre para o chuveiro refrescando as ideias. Agarra na toalha, veste uma t-shirt e regressa para a cama, que afinal permanecia quente com o homem da sua vida do seu lado. Percebe então que nada passou de um devaneio, de um sonho .
Ela agarrou-o com todas as forças que tinha, sentiu que ele estava ali e que era dela, desejando que aquele momento, que ali era certo, durasse para sempre. Sim, o amor que já durara de há muito continuava ali e era para durar e ela não podia estar mais feliz, percebendo que nenhum dia em que o ali tivesse seria banal, mas sim único, porque qualquer coisa que ele fazia era suficiente para tornar aquele dia, em mais um dos melhores dias da sua vida. Dias esses que vêm desde o primeiro momento em que o viu, que vêm de há muitos anos a trás, quando tudo era novo e quando eram as primeiras emoções, os primeiros sentimentos verdadeiros, as primeiras sensações.
THE END

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